Como ter uma alimentação sustentável e saudável - TRUH. Potentes e Sustentáveis

Como ter uma alimentação sustentável e saudável

Como ter uma alimentação sustentável e saudável

Como ter uma alimentação sustentável e saudável

O consumo consciente está entre as principais estratégias para reduzir o impacto ambiental, causado tanto pela produção excessiva e muitas vezes, inadequada de alimentos, como também por pequenos hábitos do dia a dia que são ignorados como nocivos.

A responsabilidade de cada indivíduo, quanto à qualidade de vida e preservação do planeta está diretamente relacionada com ações diárias; e a alimentação faz parte delas.

Segundos dados da pesquisa da Fundação Global Footprint NetWork, se continuarmos com o uso demasiado dos recursos naturais para a produção de alimentos, o planeta Terra não irá suprir esta demanda mundial até 2050.

 Diante disto, fica cada vez mais clara, a necessidade de adotarmos hábitos sustentáveis, evitando o desperdício, aproveitando cada alimento de maneira integral e principalmente, fazendo escolhas certas desde a compra até a hora de colocarmos no prato.

Já que pequenas mudanças no cotidiano fazem grandes diferenças ao Meio Ambiente – multiplique cada atitude positiva por 7.6 bilhões de pessoas no mundo, imagina o resultado? Nada melhor do que cada um fazer sua parte, a começar por estas dicas, que além de contribuir com o Planeta, também refletem positivamente na sua saúde.

  1. Diminuir (ou eliminar) o consumo de carne vermelha

Certamente este é um dos tópicos mais polêmico e também, o mais impactante às causas ambientais.

A produção de carne em grande escala afeta o Meio Ambiente em diversos aspectos, que vão desde o desmatamento das florestas para o manejo do gado e produção da ração de soja ao aumento dos gases do efeito estufa emitidos por estes animais.

  • Menos árvores, mais CO² : O desflorestamento que ocorre para expandir áreas de pastagem e de produção de grãos para a ração é responsável pelo aumento de 20% dos gases de efeito estufa, como o CO², de acordo com dados do FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). Visto que as árvores absorvem o CO², a importância em preservá-las reflete diretamente no controle do aquecimento global.
  • Mais gado, mais metano: Durante a digestão, os bois e vacas também liberam por meio de arrotos e flatulências, outro gás do efeito estufa, o metano, considerado mais potente que o CO². Só no Brasil, de acordo com o IBG (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), há mais bois do que pessoas, diante disso, fica o alerta para o país que possui o maior rebanho comercial do mundo.

Somando estes dois fatores, a emissão de gases estufas pela agropecuária chega a 71%, de acordo com o instituto Observatório do Clima.

Além da necessidade de criar alternativas menos danosas, como por exemplo, melhorar os cuidados sanitários do rebanho para reduzir a emissão dos gases ou buscar uma maior retenção de carbono com o manejo adequado do pasto; cabe a cada pessoa contribuir com esta questão, reduzindo o consumo diário de carne, que reflete em uma demanda menor de produção.

Não há necessidade de eliminar de vez a carne da alimentação, basta controlar a frequência que esta proteína entra em seu cardápio semanal e garantir algumas substituições vegetais tão nutritivas quanto a animal.

2. Priorize os vegetais locais na hora da compra e na quantidade no prato

Em contrapartida à redução do consumo de carne, o aumento da ingestão de vegetais e grãos vem para suprir a necessidade de nutrientes em substituição à proteína animal.

Uma dica para começar este novo hábito de forma gradativa é cozinhar junto à proteína animal, maior quantidade de legumes e vegetais, de forma com que haja no prato mais “verde”, do que carne.

Desta forma, além de ir adaptando o paladar ao consumo maior destes alimentos e reduzindo aos poucos a quantidade de carne ingerida, você garante ainda mais saúde.

Assim com qualquer outro meio de produção agrícola, o plantio dos vegetais também traz prejuízos ao Meio Ambiente, entretanto, muito menores comparado à pecuária.

O cultivo destes alimentos demanda menos recursos naturais, em média cinco vezes menos do que os produtos de origem animal.

Uma produção de 1kg de vegetais, por exemplo, emite de 1 a 2 kg de gás carbônico, já a da carne, na mesma quantidade gera de 80 kg a 700 kg de CO² em área desmatada, segundo dossiê da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Mesmo que os danos da produção vegetal sejam inferiores a da carne, algumas medidas podem reduzir ainda mais seus impactos ambientais, tais como priorizar produtos:

  • Locais: A fim de reduzir a necessidade de transporte que influencia nos gastos de combustíveis e logo, maior poluição.
  • Sazonais: Alimentos da estação além de mais baratos também exigem menos serviços de transporte e produtos de fertilização durante seu cultivo.
  • Orgânicos: Sem o uso de agrotóxico não há poluição do solo e água, além de beneficiar a saúde do indivíduo.

3. Utilize os alimentos de forma integral e evite o desperdício

Aproveitar os alimentos de forma integral é um dos pilares do consumo consciente, afinal, esta prática reduz a necessidade de comprar mais opções ou maiores quantidade, e logo, potencializar o aumento da produção destes alimentos.

Outra grande vantagem desta prática de reaproveitamento, que inclui também a reciclagem das refeições é a redução do lixo orgânico descartado no Meio Ambiente.

Segundo o World Resources Institute, aproximadamente um terço dos alimentos produzidos no Brasil vão para no lixo. São quase 41 mil toneladas de alimentos desperdiçados.

São inúmeros os métodos para garantir o uso integral dos alimentos, selecionamos alguns que além de sustentáveis, também propiciam mais nutrientes, saúde e sabor a sua mesa.

  • Utilize as cascas, talos, sementes e folhas dos vegetais, estas partes são ricas em nutrientes;
  • Compre e cozinhe a quantidade certa, a fim de evitar que os alimentos estraguem ou sobre;
  • Caso sobre refeições, congele, pois isso não afeta o valor nutritivo da comida;
  • Recicle sobras, na internet existem várias receitas como sopas, bolinhos entre outras refeições;
  • Use á agua de cozimento para fazer sopas ou regar plantas, pois ela possui vitaminas;
  • A panela de pressão é uma ótima aliada da cozinha ecológica, visto que ela acelera o cozimento dos alimentos e garante uma economia de até 70% de gás;
  • Planejar o cardápio além de evitar o desperdício dos alimentos também garante maior controle das idas ao supermercado.

Em meio a atual situação de urgência climática, qualquer redução é válida. Seja qual for a escolha culinária acima que você optar, saiba que poderá fazer toda a diferença ao Meio Ambiente e logo, para sua qualidade de vida.

Seguindo estas dicas, o Planeta e seu corpo agradecem ; )

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